O que é tarot: sua história, os arcanos e como funciona
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Se você não sabe o que é tarot, consiste em uma prática interpretativa baseada em cartas simbólicas que representam arquétipos universais, permitindo analisar contextos, emoções e decisões a partir de leituras estruturadas. São usadas como apoio à reflexão, ao autoconhecimento e à compreensão de ciclos, mudanças e experiências pessoais.
Existe uma pergunta que atravessa gerações e ainda desperta curiosidade: o que é tarot? Para uns, um oráculo ancestral cheio de mistérios. Para outros, uma ferramenta simbólica que ajuda no autoconhecimento.
Independentemente do ponto de vista, uma coisa é certa: o tarot não é só sobre prever o futuro. É sobre enxergar o presente com mais clareza e aprender a fazer melhores escolhas.
As cartas não dizem o que vai acontecer, mas mostram caminhos, padrões, bloqueios e possibilidades. Continue a leitura para saber mais sobre esse baralho!
O que é tarot e para que serve?
O tarot é um conjunto de 78 cartas ilustradas que servem como espelhos simbólicos da vida. Ele é usado como instrumento de orientação e reflexão.
Cada carta carrega um arquétipo, uma imagem universal que fala com o inconsciente, representando experiências humanas como nascimento, morte, amor, perdas, recomeços, escolhas.
Mais do que adivinhar o que está por vir, o tarot serve para ampliar a consciência. Ele ajuda a entender questões emocionais, espirituais e até práticas. Pode ser consultado em momentos de dúvida, transição ou quando simplesmente sentimos que algo precisa ser olhado com mais profundidade.
Em sessões de leitura de tarot, o consulente não busca respostas prontas, mas sim ferramentas para tomar decisões com mais lucidez.
Uma breve história do tarot
A origem do tarot ainda é cercada de teorias. Algumas fontes indicam que ele surgiu no norte da Itália, por volta do século XV, como um jogo de cartas chamado Tarocchi. Outros estudiosos sugerem uma herança mais antiga, conectada a práticas esotéricas do Egito, da Cabala ou até da cartomancia cigana.
O fato é que, com o passar dos séculos, o tarot passou a ser usado como um oráculo, ou seja, como meio de acessar informações simbólicas e espirituais.
No século XVIII, ocultistas europeus começaram a associar o tarot ao misticismo. Foi quando as cartas ganharam interpretações mais profundas ligadas ao autoconhecimento e ao simbolismo universal.
Hoje, o tarot atravessa fronteiras culturais, sendo usado tanto em práticas espirituais quanto em processos terapêuticos.
A estrutura do baralho de tarot: uma jornada de 78 cartas
O baralho de tarot tradicional é composto por 78 cartas, divididas em dois grupos principais: os Arcanos Maiores (22 cartas) e os Arcanos Menores (56 cartas). Esse conjunto não é aleatório — ele representa uma jornada completa, do nascimento à transformação.
Arcanos Maiores e Menores: o grande mapa da alma
Os Arcanos Maiores são as cartas mais simbólicas e conhecidas do tarot, como O Louco, A Morte, A Imperatriz e O Mago. Cada uma representa uma etapa significativa do caminho humano. Essas cartas lidam com temas profundos, grandes ciclos e aprendizados de vida.
Já os Arcanos Menores se dividem em quatro naipes (Copas, Ouros, Paus e Espadas) e abordam questões mais cotidianas: emoções, trabalho, pensamentos e ações.
Juntas, essas cartas constroem um verdadeiro painel das dinâmicas internas e externas que vivemos diariamente.
Como funciona uma leitura de tarot?
A leitura de tarot funciona como uma conversa simbólica entre a pessoa e as cartas. O leitor (ou tarólogo) embaralha o baralho e o consulente faz uma pergunta, que pode ser aberta ou específica.
As cartas são dispostas em um padrão, chamado de mandala, cruz celta, ou outro formato, e cada posição revela um aspecto da questão: passado, presente, desafios, influências ocultas, possíveis desfechos.
Mas como funciona o tarot? A resposta vai além do simples "tirar cartas". Ele exige escuta, interpretação e sensibilidade.
As imagens, os arquétipos e os símbolos não trazem respostas literais, mas despertam reflexões que ajudam a olhar para as situações com mais clareza. Em uma boa leitura, o tarot funciona como espelho, não como sentença.
Os tipos de tarot mais famosos
Existem muitos baralhos diferentes, com artes e enfoques variados. Cada um traz um estilo próprio, mas todos mantêm a mesma estrutura simbólica de 78 cartas. Entre os mais conhecidos estão:
Tarot de Marselha
Considerado o mais tradicional, com raízes históricas profundas na Europa. As imagens são simples, mas carregadas de simbolismo. É bastante usado por quem busca interpretações clássicas.
Rider-Waite-Smith
Talvez o mais popular do mundo. Criado em 1909 por Arthur Edward Waite e ilustrado por Pamela Colman Smith, é famoso por seus desenhos coloridos e riquíssimos em detalhes. É muito utilizado por iniciantes, pois as ilustrações facilitam a leitura intuitiva.
Tarot Mitológico
Baseado nos deuses e mitos da Grécia Antiga. Ideal para quem gosta de associar os significados das cartas ao simbolismo mitológico e aos arquétipos junguianos.
Outros tipos
Há ainda o Tarot dos Anjos, Tarot Zen de Osho, Tarot das Bruxas, entre tantos outros. Cada um oferece uma abordagem específica, que pode dialogar melhor com diferentes perfis e objetivos.
O que a Bíblia diz sobre tarot?
Essa é uma pergunta comum entre pessoas religiosas. Alguns textos bíblicos, especialmente do Antigo Testamento, condenam práticas como adivinhação, oráculos e cartomancia (Deuteronômio 18:10-12).
Essas passagens são usadas por interpretações mais rígidas para classificar o tarot como algo incompatível com a fé cristã.
No entanto, há quem veja o tarot não como instrumento de adivinhação, mas como uma ferramenta de autoconhecimento e, nesse contexto, ele se aproxima mais da psicologia do que de uma prática espiritual ou religiosa. Tudo depende da intenção e da forma como é utilizado.
O tarot é uma religião?
Não, o tarot não está vinculado a nenhuma religião. Ele pode ser usado por pessoas de diferentes crenças (ou até por quem não segue nenhuma). Ele é um oráculo simbólico, e isso o torna uma ferramenta bastante versátil, podendo ser integrado a práticas espirituais ou usado de forma terapêutica, artística, reflexiva.
Alguns tarólogos têm uma abordagem mais espiritualizada, enquanto outros trabalham de forma psicológica, usando o tarot como espelho da mente e da alma.
A prática não exige fé ou devoção, mas sim abertura para refletir, interpretar símbolos e buscar respostas dentro de si.
Como aprender a ler tarot?
Aprender a ler tarot é uma jornada, e não uma tarefa decorativa. Embora existam muitos manuais, apostilas e baralhos com os significados prontos, a verdadeira leitura vai além das palavras. É preciso sentir, interpretar e compreender os arquétipos em contexto.
Você pode começar com um baralho tradicional (como o Rider-Waite), estudar o significado das cartas de tarot, e praticar leituras para si mesmo. Observe os símbolos, as cores, as expressões das figuras. Pergunte-se: o que essa carta está tentando mostrar neste momento?
Cursos, livros e grupos de estudo ajudam bastante, mas a prática e a intuição são fundamentais. Cada tiragem é única. E quanto mais você mergulha nesse universo, mais ele começa a dialogar com a sua própria história.
O tarot e o autoconhecimento
Talvez a função mais poderosa do tarot seja servir como ponte para o autoconhecimento. Em vez de tentar prever o que ainda não aconteceu, as cartas mostram padrões repetitivos, bloqueios emocionais, desejos ocultos, medos camuflados.
Ao se deparar com um simbolismo que representa exatamente o que você está vivendo, algo se abre: é como se uma parte inconsciente fosse traduzida em imagem.
Esse processo pode trazer clareza, alívio, coragem para mudar. A leitura de tarot, nesse sentido, se aproxima da psicoterapia, com a diferença de que a linguagem é simbólica, visual e instintiva.
Ferramenta de escuta interna
O tarot não é sobre "acertar o futuro", mas sobre aprender a ouvir o presente com mais profundidade. Ele não impõe respostas, mas convida a refletir. Por isso, é uma prática que se reinventa, mesmo sendo tão antiga, continua relevante porque toca o que há de mais humano: a busca por sentido.
No fim, as cartas são só cartas. O que as torna especiais é o que elas despertam em quem consulta. E se você sente esse chamado por compreender melhor seus caminhos, o tarot pode ser um excelente ponto de partida.
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